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dois "L"s


"É como andar de bicicleta...", já dizia a expressão. De que quando aprendíamos a fazer algo que nos desse prazer nem o tempo sem prática nos deixaria "desaprender". Uma vez apreendido pra sempre ficará como uma cultura corporal.
Nesse final de semana me gripei. Essa queda de temperatura na cidade só fazia aumentar a minha vontade de ficar em casa, e acabava servindo de desculpas. Desculpas pra fazer nada. Ficar de bobeira era a vantagem da doença + a brisa gelada do início do outono. Filme, comida, sono... um ciclo interminável. Ao menos eu achava. Convidei uma amiga para vir passar a tarde tomando mate doce no meu apartamento quentinho. Ela saiu do conforto de seu lar e veio até aqui e me convidou para um domingo cultural. Eu pensei: que cargas d'água! ela tá pensando que eu vou sair de casa estando doente e frio?! Tá bom, resumindo a história ela conseguiu.
"E o que tem a ver andar de bicicleta e cultura corporal com frio, doença e tu sair de casa?", vocês devem estar pensando isso, garanto. Mas vamos ao que interessa...
O domingo cultural era um evento feito por um espaço cultural que está precisando de ajuda financeira pra fazer a reforma do prédio. "Um palco sem cupim e um teto que não caia em mim", é esse o slogan da campanha (Não deixe de conhecer e apoiar o projeto.). Nesse domingo teve várias apresentações como dança, esquetes de teatro, música, e também uma oficina de artes circenses. Confesso que eu tinha muita saudade de viver a arte assim como pude reviver nessa tarde. "É igual andar de bicicleta"... Dançar, cantar... relembrar. Pra mim foi praticamente um sinônimo.
Eu luto pela arte. Eu luto por mais espaços como esse que disponibilizem a arte para a população.  Mas para que a gente possa viver a arte tem gente que precisa viver de arte. Entendemos que a arte deveria ser valorizada e também que deveria ser um bem cultural que fosse disponibilizado de graça. Um artista não é nada sem seu público como também não é artista sem sua arte. A valorização da arte vai muito além do querer a arte de graça. Precisam de apoio. Dinheiro! Isso mesmo! Sei que todos vocês me entenderam. Eu tenho apreço por isso e eu pago pra arte. Como pra qualquer outra profissão, o ator, o bailarino, o cantor estuda. Isso mesmo! Faculdade de teatro, dança e música! Não se espantem! Como o engenheiro estuda 5 anos para depois ganhar 5 mil, o artista também estuda o mesmo tempo pra todos quererem seu trabalho de graça... É justo? (deixo assim ficar subentendidoooo ♪)
Dois "L"s. Lembrança e liberdade. Lembrança da liberdade. Lembrança da liberdade que a arte me proporcionava. Lembrança da liberdade que a dança me proporcionava. Liberdade que o artista proporciona. Liberdade de lembrar. Liberdade de expressar. Liberdade de viajar...
Controladamente ele descontrola.
Descontroladamente ele é controlado.
Controladamente ele controla e é descontrolado controlando pra descontrolar.

família Noel Guarany


Quando aquela alma é largada
pelas banda de Santa Maria,
pra estudar na tal da federal,
se sentindo solitária,
e meio abandonada.
Surge dos arredores do pago
um Guarany
(ou até uma boiada deles).

São anjos. Não tem asas
mas voam no tablado.
São estrelas com brilho próprio
Que passam por muitos palcos.
Na musica, na dança ou até no campo
Cada um tem seu talento.
Todos juntos formam uma entidade
Departamento Tradicionalista Noel Guarany
(déti para os mais íntimos)

Somos todos guaranys
Fortes, aguerridos e bravos.
Povo com virtude
Que tem amor pelo pago.

Quem disse que pra ser família
é preciso ter vínculo?
seja ele por sangue, DNA ou até sobrenome..
Não precisa.
A prova mais concreta somos nós.
Cada um de um lado do estado e do país,
Mas unidos por um mesmo ideal.
Podemos dizer amor.
Cada um chega à procura de alguma coisa
Nem sempre a mesma coisa.
Mas todos permanecem!
Porque Guarany é Guarany!

insônia

esse barulho sai de dentro de mim
eu não consigo dormir
não te quero assim tão longe
volta pra cá
esse sonho não é meu, quero acordar
não posso acordar, não agora.

ãh?

eu queria ser poeta,
mas poeta não serei..
eu queria ser cantora,
isso muito menos alcançarei.
queria até ser jogadora,
mas o dom não herdei.

o que sobra pra mim?
medicina, engenharia, química
física e, ou, letras?
nem pedagogia, ou psiquiatria.
nem filosofia me ajudará a descobrir
o que eu sei, o que eu sou.

sei que nada sei,
muito menos a essa hora.
queria poder decifrar meus pensamentos
e descobrir o meu real talento.

Vivo para o palco,
não para ser estrela e brilhar.
Apenas para satisfazer meu ego,
e contagiar vocês por um segundo,
em um lugar que é só meu mundo,
que eu escolho quem entra ou quem expulso.

Minha arte, disso que vivo.
Finjo que canto,
finjo que danço,
vocês fingem que me aplaudem,
e assim me satisfazem.

meu rito, meu mundo,
meu lugar profundo e absurdo
que demonstro amar.
não quero mar,
não quero ar,
só quero risos,
e até lágrimas,
quero platéia,
quero uma panela,
quero um amor todinho meu.
um lugar todinho teu.

desconheço amor
desconheço dor.

especiais e essenciais.


Fim de ano é o momento de começar a pensar como foi seu ano, o que teve de bom, o que teve de não tão bom. Esse ano eu termino o 3º ano do Ensino Médio e é o ano de despedidas. Assim meu professor de português entregou as nossas cartas, cartas as quais foram feitas no 1º ano. Choramos muito ao recebe-las. Hoje escrevemos cartas para serem entregues em 2021, daqui a 10 anos, quando queremos nos encontrar para contar como mudamos. Agora faz 1 semana que estou escrevendo essa carta e nela to contando um pouco do meu ano. Pessoas especiais. Momentos especiais. Acontecimentos essenciais.
A vida da voltas, e essas reviravoltas me fizemos conhecer muitas pessoas especiais. Pessoas daqui, pessoas de lá, pessoas amigas que me botaram pra cima, e que fizeram parte da minha história. Meus bailarinos, meus primeiros bailarinos coreografados e modificados. Mudei a vida deles a partir de uma aula de dança. Começaram a ver a vida de uma forma diferente. Enlouqueci um pouco eles, normal pra quem dança. Nas nossas aulas não tinha sentimento que fosse guardado, eram todos jogados fora com a nossa proposta de trabalho com a musica Set fire to the rain da Adele. Sentimentos jogados no palco e largados para a platéia rir ou chorar, como cada um entendesse a loucura que se tratava a coreografia. Modifiquei alunos e plateias que foram nos assistir. Muitos elogios e poucas críticas. As pessoas são feitas de críticas. Meus alunos me criticaram e me ensinaram a conviver e dar aula com eles. 
Fiz amigos que eu não vejo todos os dias. Amigos de outros cantos do mundo, do estado, da região. Tive novos amores. Tive novas experiencias profissionais. Tive novas oportunidades para viver mais. Viajei, muito e ao mesmo tempo tão pouco tempo. Muitos aprendizados. Esse ano foi o ano que eu aprendi muita coisa. 
Passei de ano, estou ansiosa pro vestibular. Depois desse ano atordoado de coisas novas, mais isso ainda. VESTIBULAR. uma palavra tão grande quanto a decisão a ser feita. 
Vou sentir muita falta de todos que conheci esse ano, ou que firmei amizades. São especiais pra mim. muito especiais. Quero saibam que de qualquer forma, ou onde eu estiver, eu amo vocês e vocês já fazem parte da minha vida.
Ano que vem, talvez não esteja mais aqui, ou não veja mais vocês com a mesma frequência.Mas quero que meu ano seja quase igual esse, mas sem dores, sofrimentos e tristeza. Dor, só se for de alongamento.
grupo de dança CFJL (grupo que,
atualmente, eu coreografo)
sou feliz quando uma aluna me diz que a dança contemporânea a deixa livre para criar e soltar todos seus sentimentos. sou feliz quando elogiam meu trabalho e "meus" bailarinos. sou feliz por saber que fiz um bem na vida de alguém, que por 3 minutos consegui passar sentimento através de simples movimentos corporais. sou feliz por me libertar. sou feliz por dançar.

união

pelo dicionário:
união (latim unio, -onis)
s. f.
1. Acto!Ato ou efeito de unir.
2. Junção de duas, ou mais, coisas ou pessoas.
3. Conformidade de esforços ou pensamentos.
4. Concórdia.
5. Aliança.
6. Adesão.
7. Confederação.
8. Contacto.
9. Liga.
10. Casamento.
Esse é o nome dado a família Carreteiros de Horizonte.
no dia 18 de junho, se passou no CTG Carreteiros de Horizonte, o Fandango do Churrasco. Um fandango que comemora todos os anos o aniversário do CTG. Esta data, foi marcada pela primeira apresentação da invernada adulta Oiga-Tchê. Um dia inesquecível.
A invernada é uma família. Ensaiamos, passamos algumas noites em claro para acertar aquele movimento, rimos, falamos besteira e fazemos muita festa. Cada ensaio, não é apenas um ensaio, é um encontro familiar, onde a festa é uma coisa certa. Só vivendo mesmo com esse pessoal pra saber..
União é o nome desse grupo. Fui tão bem recebida, lembro bem do meu primeiro ensaio. a união foi adquirida através de cada ensaio, cada dia é um dia a mais que essa família cresce. Família que eu me orgulho em dizer que começou do zero mesmo. no início, com apenas 4 integrantes que hoje são 26.
Meu ultimo fandango do churrasco que eu dancei, foi a muito tempo atras, eu ainda dançava na mirim. Fiquei feliz em poder retornar para esse fandango com essa invernada, lutadora. Sim, somos guerreiros. Temos objetivos e iremos alcançá-lo se tudo der certo,... e se der errado também!
OBRIGADA OIGA-TCHÊ! POR FAZER DO MEU RETORNO O MELHOR!

vida de bailarino

Os bailarinos e bailarinas que me corrijam se eu estiver errada, mas vida de bailarino não é fácil, apesar de que no final valer muito a pena. De masoquistas temos um tanto. Dançamos mesmo machucados e doloridos, por mais cansados que estamos, nunca paramos de dançar até o último segundo do ensaio. Todo bailarino já deve ter dançado uma vez no asfalto, na grama ou em qualquer outro lugar que foi chamado de um palco improvisado. Já deve ter esfolado alguma parte do corpo que sangrou, mas não parou de dançar. Sofremos muito! E vale todo esforço que a gente faz só pelo momento que estamos no palco.
Alguns podem achar isso meio exagerado, mas é a vida de bailarino, a verdadeira vida de bailarino. Que ama a dança, que sofre, que se emociona, que fica alegre, que é feliz. Como o músico gosta de cantar ou tocar, o ator gosta de encenar, o engenheiro de cálculos, o bailarino gosta e ama dançar. Para nós a dança deixa de ser um hobby para ser profissão e diversão. A arte "dança" não é valorizada, pouco remunerada, e não é qualquer pessoa que optaria por fazer algo que não gosta, sendo pouco remunerado, vamos ser realistas. Bailarinos amam o que fazem e fazem isso por prazer e diversão, por que dançar é diversão, apesar dos pequenos e dolorosos machucados, mas é diversão.
Eu admiro todos os bailarinos e quando digo todos, me incluo neles. Não é qualquer um que leva a dança tão a sério. Uma professora uma vez me pediu "Keyla, por que tu não faz um outro curso que te daria um futuro melhor? tu tem condições.." e eu não respondi nada. Fiquei chocada na hora e com tanta raiva que preferi fica quieta do que estragar o reveillon, sim, isso foi no inicio de um ano, e eu não gostaria de deixar um clima chato lá e por isso eu não falei nada. Me surpreendi com a minha capacidade de controle na hora da raiva, minha vontade era responder assim "Porque eu não quero fazer um curso que eu ganhe bem mas estando triste, não gostando de nada do que eu faça. Eu quero dança porque a arte precisa ser valorizada, e se cada um for desistir de fazer por falta de remuneração, aí essa valorização jamais irá acontecer. Eu não quero ser apenas mais uma infeliz com seu emprego. Não me importa o dinheiro que eu ganhe, importa é que eu goste do que eu faço. Mas obrigada pelo elogio, eu sei que tenho condições, eu estudo pra isso.". Ela é minha professora de física, e eu odeio ela até hoje por causa disso. Seria tipo.. não desvalorize o que eu gosto que eu não desvalorizo o que tu gosta, se tu gosta de cálculos.. foda-se sozinha. (HAHHAHA) Acho que agora eu fui clara até demais, me desculpem, mas é isso que eu penso.
BAILARINOS, VAMOS LÁ NÃO DEIXEM NOSSA ARTE ACABAR! PRECISAMOS DE GENTE QUE LUTA PELA VALORIZAÇÃO DA ARTE. NÃO DEIXEM QUE A FALTA DE VALORIZAÇÃO SEJA UM PONTO QUE FAÇA VOCÊ DESISTIR DO QUE GOSTA. EU ESTOU DISPOSTA A ENTRAR NESSA GUERRA. E VOCÊS?

e é nessas horas que conhecemos nossos verdadeiros amigos

Por que as pessoas não percebem que, quando nos afastamos, tem alguma coisa errada?
Nessas horas, os ditos amigos, não aparecem nem pra dizer "o que aconteceu? tu tá bem?". Atualmente eu estou passando por uma fase não muito boa na minha vida, e é a hora que eu mais preciso de um amigo e estou completamente sozinha e abandonada nesse mundo. Sabe aquela história de ter vários amigos e nenhum ao mesmo tempo? é isso que acontece. Não entendo o motivo de não perceberem que eu não faço isso por querer, eu não quero ficar longe de todo mundo, me excluir. Eu quero que os meus amigos apareçam e se importem comigo.
Minha melhor amiga é a dança. Nela eu desabafo. Ela me conforta de certa forma, inexplicavelmente incrível. Dançando é que eu me sinto bem, e hoje nem isso eu posso fazer. Sinto muita falta da minha vida. Sinto falta dos anos que passaram, dos festivais, dos bailarinos que conheci. Das pessoas que teriam o mesmo objetivo que eu, de chegar a um panorama que a dança tomasse completamente a vida delas. Eis que surgem os amigos. Me sinto muito melhor ao desabafar com uns bailarinos dessas anDANÇAS da vida. Mas isso acontece por uma falta de opção aqui nesse *ú de cidade.
Me julgam por eu dizer que aqui tenho apenas colegas. Mas é a pura verdade. Tive duas amigas, Yasmine e Bianca, aqui no meu atual colégio... não receio em citar os nomes, pois creio que elas sabem disso. A falta que eu sinto é em relação a um(a) amiga que eu posso contar sempre, pra tudo.
Julgam, mas não sabem o que acontece. Isso que me irrita profundamente!!! podiam se interessar em saber o que acontece na minha vida, pra depois sair falando ou me deixar de lado, excluida, totalmente. Depois me pedem porque eu quero tanto sair daqui...

TODOS TEMOS UM CISNE BRANCO E UM NEGRO DENTRO DE NÓS, O LADO BRANCO MUITO VISÍVEL E O NEGRO ESTÁ A DESABROCHAR. 

A arte de correr na chuva

"Os gestos são tudo que eu tenho; às vezes precisam ser de natureza ampla. E, apesar de passarem dos limites em algumas ocasiões e parecerem melodramáticos, são o que tenho para me comunicar claramente. Para me fazer entender sem que reste nenhuma dúvida. Não posso contar com as palavras..."

Assim inicia o livro que estou lendo atualmente. Porque eu quis postar esse trecho? Identificação é a palavra.

"Os gestos são tudo o que tenho;" - vai dizer que isso não é poético para uma bailarina... Na dança os gestos, movimentos são tudo o que precisamos e são o que podemos usar para nos expressar, por mais que algumas vezes, as palavras são postas no palco faladas, ou gritadas. Mas enfim... o modo que geralmente usamos para a expressão na dança são os gestos.

"às vezes precisam ser de natureza ampla." - cada gesto envolve tudo. O dia-a-dia, a natureza, a cidade, a vida em geral.

"E, apesar de passarem dos limites em algumas ocasiões e parecerem melodramáticos, são o que tenho para me comunicar claramente." - Os gestos são entendidos sem muito esforço. São compreendidos tão claramente sem precisar expressar se quer uma palavra. De vez enquando, um pouco apelativos, mas sempre interpretados.

"Para me fazer entender sem que reste nenhuma dúvida. Não posso contar com as palavras..." - de qualquer forma somos entendidos, sem deixar dúvidas, ou deixando questões no ar propositalmente. Mas felizmente não posso contar com as palavras. Isso não é poético?

A dança é poesia, a literatura escreve o que o corpo desenha. Interpretar as palavras e os gestos da quase na mesma, talvez os gestos não são tão diretos, mas compreendidos da mesma maneira. A dança é arte e a arte é a poesia.

5, 6, 7, 8!!

to muito empolgada aqui com uns videos que eu olhei.. vou deixar aqui, caso vcs quererem curtir comigo eles também!

achei esse trio muito bom. e se alguém conseguir baixar essa música, me manda *-*




todos esses vídeos são do mesmo grupo. eles dançam muito bem. eu gostei.

Dia internacional da dança!

Dia 29 de abril, como a maioria dos bailarinos sabem, é comemorado o dia internacional da dança. Atualmente eu estou bem por fora do que acontece no mundo da dança, estou voltando ao meu grupo do coração (GDC) e voltando as aulas com os meus picuruxos. Mas não é por causa do meu afastamento que deixo de lembrar esse dia tão especial, não só pra mim, como para todos os bailarinos. Dancei muito ontem, tanto que não tive tempo de postar nada no dia legítimo. Portanto, cá estou para lembrar desse belo dia que soltei todas as minhas energias nos grupos de dança da escola e homenageei os bailarinos de todo esse planeta.
Ontem foi o 2º dia D do 3ªº CFJL, o tema era personagem de filme. Adivinha!! fui de cisne negro. Fiz uma preparação toda desde as 4 da matina. Fiz maquiagem, cabelo, botei todo o figurino e fui de bailarina para a escola. Foi uma manhã maravilhosa. Eu dancei o dia todo.
e agora vai os meus parabéns a todos bailarinos!!! beeem atrasado.. mas chegou...

PARABÉNS!!!

minha depressiva e deprimente vida

tem dias que nada tá bom.
eu me sinto uma completa estranha em um mundo mais estranho ainda.
meus colegas, não são meus amigos, e meus amigos não são meus colegas. se é que tenho amigos.
eu queria fugir dessa casa, dessa cidade, desse estado.
eu queria viajar, ver pessoas novas, fazer amizades.
preciso dançar. dançar muito, e largar todos os meus sentimentos pra fora.
estudar, estudar bastante, pois são nesses momentos que acho a minha concentração.
deprimente. super deprimente, nunca tem nada de novo, sempre aquela monotonia. sempre a mesma coisa.
eu preciso ver pessoas novas, OK? eu preciso de uma dança nova. eu preciso de um namorado para me aturar. eu preciso de uma vida só minha.
mudanças são boas para todos, e para mim melhores ainda.
meu humor se transforma, mesmo se isso sendo uma passageira TPM.

além de uma coreografia.

jamais pensei que fosse tão difícil fazer algo tão fácil. meus pensamentos são esgotados e nada toma os movimentos no meu corpo. a música não me toca, o silêncio não me inspira mais. e nessas horas o que fazer? desistir? não ouse tanto.
quando estou inspirada prefiro ficar deitada deixando fluir um pouco. meus movimentos invadem minha mente e eu fico certa de que é isso que eu farei. depois adapto na música, deixando aquela sutileza do pensamento e a passando para o corpo todo no embalo das notas musicais que trazer outros movimentos consigo. 
logo está pronta. bailarinos na sala de ensaio, coreógrafo passando todos os movimentos e cada um adaptando ao seu biotipo. algumas coisas aparecem na composição para serem mudadas, outras conforme os ensaio passam. mas enfim a coreografia pronta, vai para o palco e para os aplausos da platéia. as cortinas se fecham e os holofotes se apagam, deixando aquele gostinho de quero mais, ainda ali.

A arte pela arte.

A arte não é simplesmente qualquer coisa. É uma qualquer coisa bem elaborada. HAHHAH.
Capaz,...
continuando, a vida é uma arte, nosso dia-a-dia é constituído de cenas. Para o palco, trazemos nossa vida, nossa vida em peça de teatro, ou em coreografia, talvez musical. Um personagem engraçado que encontramos andando estranho na rua se torna um passo interessante e bem elaborado em uma coreografia. Nosso cotidiano é o palco, onde cada um de nós somos personagens de várias tramas. Drama, comédia, musical. Só ninguém percebe. Se um dia sairmos filmando cada passo que damos, é arte. A arte pela arte. A arte é tudo. Tudo que esta em nossa volta. O nosso palco, é tudo, grama, asfalto.  A arte é o que eu (você) disser que é arte. Se eu quiser dançar na rua, eu danço, se tiver platéia, melhor ainda. A arte se faz qualquer hora, em qualquer lugar.
Digo tudo isso como aluna de teatro e dança, além de monitora de dança. A cultura é importante. O foco. Todas as artes trabalham nossos sentidos e aguçam nossa imaginação. Artista é louco? talvez, por que não? Se é louco ser "eu mesmo" me vestir e falar o que eu quero, fazer o que me da vontade, então eu sou louca. Eu danço na rua, estalo os dedos, faço sarandeios do CTG, falo sozinha, do risada. E daí?! Eu gosto disso, se eu tiver vontade de gritar eu vou gritar. A única coisa que eu queria que diminuisse o "pré-conceito", que existe nessa sociedade, e até por eu morar em uma cidade minuscula, sofro ainda mais, um dia meu pai chega e me diz pra mim parar de ensaiar na rua que tão falando de mim, eu... e daí? deixe que pensem. Pensar faz bem pra mente. Ao menos assim eles se exercitam e são felizes, e eu fico feliz por fazer a felicidade deles. HAHHAH
parece mentira, mas é a pura verdade. As pessoas devem mudar a sua interpretação de artista, pode ser que o meu personagem não queira sair de mim tão cedo e eu pareça louca. No ponto de vista das pessoas, eu sou louca.
Eu, como artista, tenho um objetivo. Mostrar a esse mundo, que não viemos em vão. O artista, traz alegria, mostra a realidade não vista, choca. Ele mostra no palco lições de vida, fazem as pessoas pensarem um pouco.


"A arte é tudo, tudo o resto é nada"
Eça de Queirós

Inesperadamente.




Foto do Átila, fujão.
Inverno com geada e eu nesses trajes atrás
dele. Ele tava todo sujo. HAHHAH
Ontem ao chegar em casa da aula, dei bom dia à minha mãe. Mal entrei em casa meu pai me disse "Filha, o Átila foi envenenado, teve convulsão, e foi pra veterinária" (Átila=meu cachorro) Tá, até aí tudo bem, ele iria se curar e já iríamos buscá-lo. Almocei, lavei a louça, e fui fazer meus temas. Minha mãe apareceu, com o telefone no ouvido, e disse "Keyla, o Átila morreu". Eu nunca chorei tanto como ontem. Continuo muito triste e inconformada com a situação. E quem fez isso com ele, vai pagar muito caro. Sinto falta dele me lambendo a água do pé após sair do banho, sinto a falta dele na cozinha latindo pra sair para fora, sinto falta dele deitado no pé da cadeira do computador que eu empurrava e sempre acertava nele, sinto falta dele na minha cama dormindo comigo, sinto falta dele em cima da estante da sala com a cabeça escorada na janela, sinto falta dele brigando com os cachorros da vizinhança, sinto falta dele rosnando pra mim quando eu falava "vo come teu papa Atii", sinto falta dele mordendo meus calcanhares enquanto eu dançava e me alongava no meu quarto, sinto falta dele depois do banho correndo enlouquecido pela casa porque não tinha jornal pra ele fazer caquinha. Ele me faz falta em tudo. Quando ele me recepcionava na volta do colégio. Quando fazia "pati pati" pra sair passear com ele. Ele é insubstituível.
Hoje, a procura de inspiração para escrever por aqui, estava passeando pelos blogs que sigo. Lendo e relendo, encontrei no painel, um post da all lovers escrito "photo", pois ela tinha atualizado a pouco o blog com uma foto apenas, sem nenhum título. Entrei e dei de cara com uma mensagem, e decidi que hoje eu compartilharia ela com vocês. Cá está.
"Para cada tanque de guerra fabricado no mundo, se fabricam 131 mil ursinhos de pelúcia . Para cada vez que a bolsa de valores despenca, existem 10 versões de “what a wonderful world”. Para cada pessoa corrupta, há 10.000 doações de sangue. Para cada parede que há, se põe 10 mil tapetes de "bem vindo". Como um cientista projeta uma arma nova, um milhão mães fazem bolos de chocolate. No mundo, se imprime mais dinheiro do monopoly do que dólares. Há vídeos mais engraçados na internet do que más noticias do mundo. Na internet, amor tem mais resultados que medo. Para cada pessoa dizendo que tudo vai piorar, há 100 casais que procuram um filho. Para cada arma vendida no mundo, 20 mil pessoas dividem uma coca-cola. Há razões para acreditar num mundo melhor. - CocaCola"
Hoje essa mensagem que levarei comigo, e espero que levem com vocês também. Agora meu despertador é "Abra a felicidade". Tenham todos um bom fim de dia e fim de semana.
beeijooos!!
Keyla G. F. Pereira

um dia a mais.


se a gente dança é por querer
se a gente dança é por prazer.

A melhor coisa que há, é jogar tudo pro alto e ser feliz. Não se importar com o que os outros pensam. Dançar e botar todos os sentimentos para fora. Dançar de qualquer forma, o importante é curtir. Dance sozinho, dance acompanhado, corra à qualquer direção, grite aos quatro cantos o que você bem quiser. 
Cante, dance, grite, VIVA!!

invernada adulta


invernada juvenil, no encontro das invernadas da região
em Independência
uma passagem fantástica.
na última sexta feira contei a vocês da minha ida para a invernada adulta do meu CTG (centro de tradições gaúchas). Então... fui no meu ensaio tão esperado e entusiasmado.
Gente!!! muuuiiito legaal. eu amei, a galera me recebeu bem, e é um grupo novo, mas que tem muita condição de ir para frente. Todos pegam as coreografias muito rápido. Os ensaios rendem muito mais e são muito mais divertidos. Gostei muito. Muito mesmo.

minha segunda paixão.

Danço desde pequena. E danço porque eu gosto. Invernada de CTG (Centro de Tradições Gaúchas). Desde a mirim e agora mais uma etapa se passa... Adulta. Hoje vou para o meu primeiro ensaio da invernada adulta. A principio vou ver como funciona, mas o que eu quero é dançar mesmo. Como no ballet tem aquele estágio que tu muda da meia ponta para a tão esperada e sonhada ponta, no CTG a invernada adulta é tudo. Essa foto, não sei se vocês lembram do post sorria., poisé, esse menino comigo é o homenageado daquele post lá. Danço comigo na invernada mirim, na juvenil dançamos pouco juntos, mas agora na adulta tenho que esperar ao mínimo dois anos para poder dançar com ele novamente. E a propósito, essa foto é de uns 4 anos atrás, quando nós dançávamos na mirim. Mas ele é o meu parzinho eterno. Por hoje então é isso. Quando eu voltar do ensaio conto como foi. 
Valeeu gente. Muito obrigada a todos que curtem e leem meu blog.
beejos.