Eu sou unica. Se eu fizer alguma coisa, será responsabilidade apenas minha. Se eu estiver no grupo posso apenas cuidar do que eu faço, na hora de brilhar não vou poder fazer pelo outro o que ele não fez.

Bom dia Eu Me Remexo Muito

As vezes o significado de um bom dia passa tão despercebido. Muitas dessas vezes alguns acordam mau humorados e passam a desejar um "mal dia" a todos. Qual é o significado de um bom dia? Não é desejar para que os outros tenham um bom dia? Se a pessoa fosse perguntar "bom dia?" aí qualquer um poderia responder se seu dia tá bom ou ruim, mas acredito que esse não é o caso. O bom dia é mais usado como forma de desejar ao outro, passar ao outro como você quer que seja o dia dele. Mal educado chega e diz "Mal dia". Vamos repensar um pouco nossas atitudes.

família Noel Guarany


Quando aquela alma é largada
pelas banda de Santa Maria,
pra estudar na tal da federal,
se sentindo solitária,
e meio abandonada.
Surge dos arredores do pago
um Guarany
(ou até uma boiada deles).

São anjos. Não tem asas
mas voam no tablado.
São estrelas com brilho próprio
Que passam por muitos palcos.
Na musica, na dança ou até no campo
Cada um tem seu talento.
Todos juntos formam uma entidade
Departamento Tradicionalista Noel Guarany
(déti para os mais íntimos)

Somos todos guaranys
Fortes, aguerridos e bravos.
Povo com virtude
Que tem amor pelo pago.

Quem disse que pra ser família
é preciso ter vínculo?
seja ele por sangue, DNA ou até sobrenome..
Não precisa.
A prova mais concreta somos nós.
Cada um de um lado do estado e do país,
Mas unidos por um mesmo ideal.
Podemos dizer amor.
Cada um chega à procura de alguma coisa
Nem sempre a mesma coisa.
Mas todos permanecem!
Porque Guarany é Guarany!

conhecendo coincidências

Aquele momento de surpresa durou alguns muitos segundos até que eu sorri.
-Oscar! que surpresa! conhece Sophia então.
-Claro! -correspondeu meu sorriso- Queria saber como vocês acabaram se conhecendo.
Pensei "tão involuntariamente quanto te conheci".
-Nos encontramos agora no parque e com uma paixão comum. Sabia que essa bela mocinha quer ser fotógrafa?
-Ou essas duas belas mocinhas, não?!
Soltei uma gargalhada gigantesca. Mal sabia ele que eu era dona de um estúdio.
-De bela só uma... - ri.

SUFOCADA!

e essa noite solitária que insiste em voltar?
e essas músicas tristes que insistem em parecer ser feitas pra mim?
e esse mal estar que nunca passa?
e essa dor?
esse abandono?

meus sonhos insistem em te encontrar,
meus pensamentos não saem de outro lugar.
ao teu lado é meu abrigo,
meu sossego,
meu bem estar.

meu querer é mais forte que eu.
sem escreve me sufoco.
preciso dizer

tu tens teu valor na minha vida
sinto sua falta,
não posso negar.
e esse pequeno desabafo
há de me aliviar.

volta?

que diga que sente saudade de mim, que eu realmente faço falta. que diga "eu te amo" mesmo sem querer que eu repita o mesmo. que queira me ver nem que seja pra ouvir um "oi" ou receber um abraço apertado. na realidade... eu queria... eu queria que você sentisse isso. não é qualquer um. apenas tu. é! tu mesmo... tu que me manda sms todo dia mas eu não sei o que tu quer de mim. tu que sai e não me da tchau.. como também chega e nem me da oi. tu que quer que eu puxe assunto pra gente ter o que conversar, mas tudo o que eu queria dizer é... que eu sinto muito a tua falta, a falta do teu abraço, do teu cheiro, do teu sorriso. tu, que naquele "amigos?" destruiu minha fantasia. a gente combinava tanto... e... apenas terminou. "vou escutar a sua canção tocar mesmo sabendo que não vai voltar".

entardeça dia de frio, vá embora...

o entardecer invernal é solitário...
ouço o rugido dos carros passando em ruas distantes... ouço a música do vizinho.
vejo pessoas fechando as janelas para fugir do frio e dos pernilongos, as luzes acendendo.
as pessoas voltam para suas casa finalizando o final de semana... abre a porta, fecha a porta.
porque assim inverno?
no verão as pessoas começariam a sair de suas casas essa hora. iriam aproveitar o calor. tomar uma cerveja, um refri, um suco. as janelas estariam completamente abertas, os ventiladores ligados. o banho ficaria para mais tarde... o céu seria mais estrelado, as cigarras cantariam noite e dia. as crianças brincariam. 

o chimarrão que hoje aquece, seria apenas por conta da rotina... as roupas seriam curtas.
os amores.... ah, os amores... esses sim pede que o inverno se achegue. imploram o frio, o filme e a pipoca. querem uma noite abraçadinhos... o frio parece mais romântico.
o calor... mais... nojento!

o frio aconchegante...
bom... as vezes bom demais.

dosadamente

acredito que tudo na vida vem na dose certa. sonhos o suficiente para acreditar. amores o suficiente para serem vividos profundamente. amizades para trazerem aquela dose certa de felicidade, graça e bem estar. musicas o suficiente pra alegrar um dia, ou até pra te ajudar a chorar quando precisas. base, a base ideal pra nos ensinar a viver e conviver. erros o suficiente pra nos ensinar a persistir. lágrimas o suficiente para nos mostrar quanto vale um sorriso. dança, músicas, teatro... artes suficientes para nos tirar da mesmice. perdas o suficiente para sermos fortes. palavras, incentivos o suficiente pra dizer que tu estás errado ou que irá conseguir. ombros amigos, sonhos perdidos, amores encontrados, decepções vividas, erros e acertos. uma vida dosada, equilibrada, que nos liberta aquele verdadeiro e sincero EU.

Captado e fixado

Cheguei no estúdio, larguei minha bolsa e sentei a espera da minha cliente. Quando olhei pra tela do meu computador vi uma mensagem nova no meu e-mail. "Gostaria de fechar aquele pacote para Sophia, ainda tem o mesmo horário vago?" Mera coincidência de nomes talvez. Respondi confirmando. Apesar de achar um tanto curioso esse homem aparecer na minha vida dessa forma e me marcar por causa desse nome e de uma história que eu nem sei qual é, acabei nem pensando muito no assunto e achei que fosse o acaso mesmo. Minha cliente chegou, saímos para o lugar que ela desejava suas fotos e após o trabalho finalizado voltamos ao estúdio e fechamos a data para o ensaio. Pronto, agora realmente livre para pensar e procurar essas pessoas um tanto desconhecidas e curiosas. Mal esperava para que chegasse logo o "amanhã", aquela mesma hora e que a minha dúvida acabasse, ou talvez me perturbasse ainda mais por alguns outros motivos. Quando eu me preparava para fechar o estúdio pensei em levar a câmera, não sei porque, mas decidi obedecer minha intuição. Ao voltar pra casa passei no parque novamente, sentei e fiquei a observar tudo o que acontecia ao meu redor - como naquele dia que conheci Oscar-. Havia crianças empinando pipa, jovens de bicicleta, pessoas fazendo suas caminhadas do final de tarde e idosos sentados conversando. Havia também eu, sentada naquele banco que caberia no mínimo mais duas pessoas junto a mim, minha bolsa largada sobre minhas pernas e minha câmera aconchegada em cima. Comecei a fitar essas cenas como se fossem fotos captadas. Saí completamente do meu mundo, na realidade, fui para o meu mundo. Fiquei tão desligada que não percebi que uma criança sentou do meu lado e e ficou me olhando. "Oi tia, está tudo bem?" Mexi a cabeça acordando e olhei para aquela menina. Tinha cabelos claros e dourados, um olho bem azul e sorriso marcante. "Tudo bem sim -sorri- Porque você não vai brincar?" "To sem vontade, tia" Ficamos as duas olhando para o resto do parque sem ação, palavras ou assunto. "Tia, o que é isso? Tu é fotógrafa?-disse ela apontando para minha câmera-" "Sim." Eu me encontrava tão desligada que não percebi que ela queria mesmo era pegar o "novo brinquedo" e ver como funcionava. Ela passou a mão cuidadosamente sobre o obturador e fitou uma cena dizendo "Ficaria uma boa foto, né?!". Falei pra ela ir lá. Saiu correndo e parou posando para uma foto. Tirei essa foto dela e ela voltou correndo mais rápido que antes. "Deixa eu ver! -olhou a foto- Não sou muito fotogênica né, tia..." "Claro que é, tá linda, olha!" Olhou de novo pra câmera e fez sinal de não com a cabeça. "Tia... meu sonho é ser fotógrafa.. não gosto de ser modelo." Nisso chega uma voz masculina conhecida chamando por Sophia. A menina olha e depois dela, eu. Pensei em quem seria o dono dessa voz que me era tão familiar. Nem me passou na cabeça que o nome da menina era Sophia. Olhei para ele, ali estava Oscar com Sophia em seus braços olhando surpreso pra mim.