Sento. Pego meu caderno. E mais uma vez leio todos meus relatos. Relatos de momentos de reflexão. Reflito a vida, os amores, o passado e o futuro incerto. Incerteza é o que eu mais encontro por aqui. A cada relida dada nesses textos dramáticos são algumas manchas a mais nas letras que foram trabalhadas e caprichadas um dia. Um dia que já passou. Um passado que continua vivo e relatado. Minha vida até muda, meus desejos mudam, objetivos... mas a razão das minhas tristezas é sempre da mesma fonte. As dores na mão de segurar a caneta firme são a única coisa que passa, mas sempre acaba voltando igual a razão de eu escrever.
Meus mates cada vez mais tardios... Minha coleção de livros não lidos só aumenta. Exatamente como a minha coleção de lágrimas sem motivo. Eu sou uma confusão. Eu não me entendo. Como vou querer que alguém entenda ou conviva com isso? Inúmeras letras, incontáveis diálogos comigo mesma. Muitas vezes inacabados ou acabados de supetão. Eu sou de muitas faces. As vezes muitas o suficiente para confundir eu mesma. Minhas mil faces, meus mil desejos... todos misturados. Me deixam louca. Uma louca boba, uma louca boa, uma loba, uma leoa ou até mesmo um caranguejo.
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